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Não. Crise de pânico não acontece por fraqueza ou falta de controle.
Do ponto de vista clínico, ela é uma resposta automática do sistema nervoso após longos períodos de estresse, hipervigilância e controle emocional excessivo. O corpo sustentou demais — até não conseguir mais.
Taquicardia, falta de ar e medo intenso não são sinais de loucura. São sinais de exaustão neurofisiológica.
Com abordagens como o EMDR e a psicoterapia corporal, é possível reprocessar experiências que mantêm o corpo em alerta constante e restaurar a sensação de segurança.
A crise não define quem a pessoa é. Ela apenas mostra que o corpo precisa de cuidado especializado — e esse cuidado é possível.
© Silvana Santos - .
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